
Ao longo dos meus 29 aninhos já me magoaram muito, já tropecei muitas vezes, caí e voltei a levantar-me. Magoaram-me pessoas que nunca pensei que o fizessem, pessoas em quem depositava toda a minha confiança, em quem acreditava...outras por me desiludirem de formas que eu não achava ser possível. Cheguei a ir contra os meus próprios valores e crenças (uma só vez mas aconteceu) por alguém que não o merecia.
Fico de rastos quando isso acontece. Demoro imenso a cair em mim...a perceber o que de facto se passou. E quantas e quantas vezes acabo por perceber que andei a fazer figuras ridículas a lutar por alguém ou por algo que não fazia qualquer sentido.
Quando gostamos de alguém a 100 (dêem-lhe a medida que quiserem...%, km/h, peso ou medida tanto faz) e a pessoa só gosta de nós a 80, mesmo que isso seja bastante...it's not enough! Quantas vezes cheguei à conclusão de que essa pessoa afinal não era merecedora do meu amor por uma, duas ou até mil razões...pelo que me fez passar, porque não me respeitou ou outra coisa qualquer? Foram algumas vezes, não muitas...felizmente!
E o que faço quando isso acontece? Deixo de falar à pessoa e desejo-lhe mal...digo cobras e lagartos dela? Nem por isso. Normalmente fecho-me na minha concha por uns dias até a tempestade passar....e depois...perdoo.
Tenho de perdoar quem me magoou porque esses sentimentos (raiva, ira, revolta e todas essas belas coisas do género) fazem-me mal, e fico cada vez pior se me puser a remoer. E não quero dar a essas pessoas o poder de me fazerem sentir mal com elas e comigo mesma. Não quero, não posso e não lhes dou esse poder. Eu perdoo, é certo, mas nunca esqueço, não apago da memória, isso é pedir demais.
