
Tarde de esplanada com nada mais para fazer sem ser relaxar e aproveitar o momento.
Envolve-me um ar cálido, que cheira a Sul, a Sol, a campo e mar.
Já se vêem poucas pessoas de férias. Uns quantos turistas de início de Outono quente, passeiam ou fazem o percurso da praxe em direcção à praia. É sempre em frente, seguindo pela rua principal, até avistar o passadiço que alcança a tão desejada areia dourada banhada pelo mar.
Um pouco por todo o lado ainda se avistam ementas em português e inglês, a segunda língua deste Allgarve.
Pouco passa das 15h30 e, da porta do Bar & Bistro surge um cheiro a comida. Talvez o almoço de quem ainda se levanta tarde, num ritmo de Verão.
Ao meu lado, o meu amor perde-se em pensamentos, em silêncio.
Leio o livro que me tem acompanhado na última semana, que me arranca gargalhadas sinceras quando menos espero, que me faz viajar para outros tempos e outras paragens.
Ainda é cedo. Daqui a pouco sigo o caminho dos turistas de pé de chinelo e vou ver o mar. O mar onde ontem mergulhei, onde me perco ao sabor das ondas e me sinto uma gota no imenso oceano.