
Na tela em branco escorre um filme de amor.
Um filme povoado de sorrisos e sonhos a dois.
Aqui neste canto escuro, que contrasta com a tela cheia de luz,
Encontra-se no chão um coração partido.
Não há coragem, não há força, não há quase nada,
Apenas sobra o resto de um ser.
Uma réstia de pensamento positivo.
O sol tapado com peneira.
Folhas que tentam construir, em vão,
Um dique que impeça a cascata de lágrimas.
Não há portos de abrigo em alto mar...
Resta aos pedaços de coração partido nadarem juntos até à praia.
Onde quem sabe o porto de abrigo se reencontrou e deu à costa.
Onde os pedaços de coração continuem a palpitar.
Onde o filme da tela se possa tornar realidade.