segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Baby boom



Durante o dia de hoje, na empresa onde trabalho, passaram por mim tantas grávidas, mas tantas grávidas... Que parece que combinaram todas engravidar quase ao mesmo tempo.


Para quem anda com o relógio biológico aos saltos...
É terrível...

Porque quero tanto...

Porque não é a altura certa...

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Relacionamentos dos tempos modernos


A minha querida avó, que eu adoro, que vai fazer 80 anos no próximo domingo, contou-me uma teoria sobre os relacionamentos dos tempos modernos.
Estávamos a almoçar, e eu a mandar e a receber mensagens no telemóvel. Como sempre, já diz ela, que eu não largo a escrita, expressão usada para falar das sms.
Virou-se para mim e disse que apesar de eu estar longe do meu namorado, passávamos o tempo todo a falar.
Respondi-lhe com um: Claro avó, assim vamos matando as saudades e parece que estamos mais próximos. A resposta dela foi algo como: Por isso é que os relacionamentos de hoje em dia não duram, fartam-se logo!
A culpa então, segundo a minha avó, é das novas tecnologias. E se não houvesse telemóveis?, perguntou ela.
Esse tempo já passou. A verdade é que, hoje em dia, os telemóveis existem, e eu, confesso, já não passo sem o meu.
Estar em contacto com o nosso namorado, marido ou companheiro, está à distância de uma mensagem, de um telefonema, até um e-mail. É tudo muito imediato, muito rápido. Já poucas pessoas escrevem cartas de amor... Cartas que sabem tão bem receber e enviar. Pelo tempo que alguém dedicou a escrever, pelo toque do papel onde o nosso amor tocou, pela ansiedade da espera pela resposta...
As novas tecnologias encurtam distâncias, mas por vezes também geram mal-entendidos...é fácil conhecer outras pessoas num mundo virtual e que pode ser propicio à traição. Como se as pessoas que não vemos fossem perfeitas, como se só elas é que nos compreendessem.
Quantas relações já terminaram pela descoberta de uma sms ou um mail menos próprio? Se antes também se pulava a cerca? Claro. A descoberta era mais pelo perfume alheio na roupa, ou do baton no colarinho... Mas a traição sempre existiu.
O que faz, então, com que as relações sejam tantas vezes mais efémeras, mais fugazes? Como uma pastilha elástica que se-mastiga-e-deita-fora-sem-demora?
As pessoas hoje em dia têm o coração menos sensível? O que leva alguém a começar um relacionamento para ver se dá, se não der acaba-se logo tudo? Ou um casamento, que se não der sai logo o divórcio? Facilitismo? Maybe...
Culpar as novas tecnologias? Será? Ou é só coisa da cabeça da minha avó?

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Gente para todos os gostos



Ando cansada. O trabalho lá na empresa é muito, e andamos numa fase de mudanças o que implica trabalho a dobrar, ou perto disso.
Não vos vou estar a falar aqui do trabalho em si, mas antes das pessoas que por lá aparecem. Por vezes, são capazes de me deixar com os nervos à flor da pele.
Há gente para todos os gostos. Gente que não sabe desenvencilhar-se sozinha, gente que não sabe ler (ou são demasiado preguiçosos para isso, porque não estou a falar de analfabetismo), gente burra que nem explicando a mesma coisa de trinta maneiras diferentes consegue entender, gente estúpida e mal educada. Estes, tiram-me do sério.
Mas claro, depois há o contraponto. Pessoas educadas, sensíveis, pacientes, que prestam realmente atenção ao que digo. Pessoas simpáticas com quem dá gosto falar e que no fim me deixam com um sorriso quando dizem que sou uma boa profissional. Assim, dá gosto trabalhar.
São dois lados da mesma moeda, que não vão deixar de existir.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Timing


Há um tempo certo, uma altura certa, para as coisas acontecerem?
Quantos(as) de nós já nos perguntámos, quando conhecemos alguém muito especial, que essa pessoa devia ter surgido na nossa vida mais cedo?
Mas, já alguma vez se perguntaram, se alguém deveria ter surgido na vossa vida mais tarde?
Porque, por vezes, queremos muito que algo aconteça, desejamo-lo do fundo do coração, mas isso que tanto buscamos está-nos vedado. Por um tempo, dois anos, por exemplo... Queremos mas não podemos, ou não devemos...
As coisas acontecem quando têm de acontecer, right?
Pode parecer confuso...mas é o que vai neste momento na minha cabeça.

sábado, 24 de Outubro de 2009

Momentos


Deitados no sofá do nosso ninho,
As minhas costas encostadas no teu peito,
Encaixados como duas conchas que se colheram na praia,
E que são perfeitas uma para a outra.

Os teus braços envolvem-me,
E sinto-me a flutuar.
Como se em vez de um sofá fosse uma nuvem de algodão doce, o local onde estamos.

O bater do teu coração faz compasso com o meu.

Dás-me beijos nos ombros, no meu pescoço longo,
E fazes-me arrepiar.

Sorrio, e penso que poderia ficar assim para sempre.
Nos teus braços,
Onde me perco e me encontro de novo.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

É de mim...


Dizer as coisas sem pensar duas vezes antes de abrir a boca...
Escrever o que não devo sem pensar duas vezes antes de escrever...
Falar com a alma e o coração sem medir as consequências, sem medir as palavras...
Os sentimentos mais uma vez sobrepõem-se à razão.
Mais uma vez fico com vontade de me bater por ser tão bruta...ou bronca...seja lá como for.
Damn!

Passado sexual


Todos temos o nosso passado sexual.
Com mais ou menos experiências, com mais ou menos parceiros, com mais ou menos fetiches realizados...
Quando temos uma relação com alguém, por vezes damos por nós a pensar que gostaríamos que essa pessoa não tivesse esse passado... Porque gostamos, porque nos toca, porque de certa forma nos magoa. Gostaríamos que a pessoa a quem damos todo o nosso amor fosse como um livro em branco... Virgem, mas com toda a sabedoria que adveio das experiências que já teve. O que é algo impossível.
Quando se fala do passado surge sempre esse tema... Quantos namorados tivemos, quantos casos, quantos amigos coloridos. Se um dia se fala de uma qualquer fantasia sexual e um dos elementos do casal já a realizou, fica sempre aquele clima no ar...de que se experimentou algo sem ser com a pessoa que agora estamos...
Outro aspecto que por vezes nos baralha é o número de parceiros sexuais que tivemos ao longo da vida...how much is too much? What is the right number? O número certo não existe... E por vezes surge o assunto "as mulheres misturam sexo com amor e por isso o número deve ser consideravelmente mais pequeno do que no caso dos homens...".
Podemos sempre pensar que todas as experiências, pelas quais passámos, nos prepararam para o momento presente.
O passado existe, há que respeitá-lo. Fica lá atrás e o que importa é o que vai acontecer daqui para a frente. De preferência com amor, carinho e muitas novas fantasias realizadas ;)